segunda-feira, 13 de julho de 2015

Le Chat, Santos






O Le Chat é mais um daqueles sítios que estava na minha lista de espera há muito tempo, inclusivamente já esteve na agenda para não me esquecer, sempre em conjunto com a exposição Génesis, de Sebastião Salgado. Mas o agendamento passava de fim de semana em fim de semana até que me fartei de ter estes eventos na agenda e retirei-os.

Entretanto, um destes domingos lá consegui um tempinho para ir à exposição. Aconselho vivamente a visita à exposição, é muito interessante! Desconhecia a faceta do Sebastião Salgado de pessoa preocupada com a sustentabilidade do planeta e algumas das fotos são brutais, pela forma como retrata a degradação da natureza e algumas das práticas mantidas por tribos espalhadas pelo mundo. Apenas uma pequena questão: a iluminação. Está péssima! Não é possível olhar para uma foto sem ver a nossa sombra e as fotos que se encontram na parede oposta, o que limita o prazer que se pode retirar da observação de cada foto.

Voltando ao Le Chat, depois de ter tantas vezes os dois eventos juntos na agenda, no momento que saí da exposição naturalmente dirigi-me para o Le Chat. A viagem não foi fácil pois tinha voltado aos anos '00 e não tinha internet no telemóvel (pânico!), o que me impedia de obter a morada correta. Mas um telefonema ao Sebastião resolveu a minha falta de informação.

O ambiente

O Le Chat é um paralelepípedo em vidro apenas visível quando se entra para o pequeno parque de estacionamento em frente ao Museu Nacional de Arte Antiga ou MNAA (só para me armar e pensar que estou em NYC). Quando se passa de carro na Rua das Janelas Verdes dificilmente se dá conta da sua existência.

O restaurante é composto por uma área interior e uma varanda, tendo uma vista fantástica sobre o porto de Lisboa e a Ponte sobre o Tejo (sim, eu sei... É a ponte 25 de Abril, mas eu gosto de a chamar assim). A divisão entre as duas áreas é feita por portas de vidro que recolhem de forma a transformar as duas áreas num só espaço.

A vontade de ir ao Le Chat prendia-se com a vista e por isso fui direita à esplanada. Esta zona é muito simpática e tem dois tipos de mesa, umas para refeições rápidas ou apenas para tomar uma bebida e outras maiores para refeições.




A comida

Na primeira vez que fui (sim, já repeti a visita) experimentei o hambúrguer à Le Chat que vem servido em bolo do caco e acompanhado de batata doce frita. O hambúrguer estava bom mas as chips estavam divinais, finas e chocantes como devem de ser.




Na segunda visita, e para variar no tipo de comida, pedi o Brás de alho francês que estava ótimo. Nunca tinha tido a oportunidade de provar este prato mas vou decididamente repetir, o sabor a alho francês é subtil o que torna o prato mais fresco do que o habitual bacalhau, ou a versão mais recente com farinheira.




Sobremesa só provei na primeira visita pois tendo ficado algo desanimada com o que comi não tive vontade de experimentar na segunda visita. Ainda para mais, tendo em vista os preços praticados nas sobremesas, uma má escolha fica cara.




O aspeto da sobremesa é fantástico e o conceito também. Trata-se de uma reinvenção do pastel de nata, ou seja uma bola de gelado de pastel de nata servida em folhas de massa filo e crumble de canela. A sobremesa talvez agrade a turistas ou pessoas de paladar mais refinado do que o meu, a mim não convenceu. A bola de gelado não era nada de especial, a massa filo era desinteressante, o melhor era mesmo o crumble. Para quem se esteja a perguntar: Onde estará o crumble? Está por baixo da bola de gelado. 

O atendimento

Simpático! Sem nada de especial a apontar. Funcional e eficiente! 

A conta

É difícil fazer uma refeição no Le Chat que fique abaixo dos 15 euros, um qualquer deslize e a conta sobe acima dos 20 euros. Considerei o preço adequado ao local, a localização é privilegiada e existe um esforço por ser uma casa para um público mais diferenciado.

A conclusão

A voltar! E já o fiz! É um excelente local para passar as noites quentes de verão acompanhado de uma refeição despretensiosa. 



Jardim 9 de Abril, Janelas Verdes, Lisboa
(junto ao Museu Nacional de Arte Antiga)

(+351) 21 396 36 68 | Lechat.lisboa@gmail.com

Horário verão
2ª a 5ª - 12h30 - 02h | 6ª a Sáb 12h30 - 03h | Dom 12h30 - 24h

Horário inverno (Encerra à 2ª)
3ª a 5ª - 12h30 - 24h | 6ª a Sáb 12h30 - 03h | Dom 12h30 - 20h




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1 comentário:

Diogo Marques disse...

É de facto um espaço especial, nem que seja só pela vista! Tenho que ir lá :)
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Diogo Marques
Blog: A culpa é das bolachas! | Facebook | Instagram
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